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domingo, 12 de maio de 2013

Ebru - Turquia

 
Sabonetes "Merhaba"
Turquia
 




 

 
 
Seviyorum


Merhaba
 


 
Iyi günler


 
Memnum oldum


Teşekkür Ederim


sábado, 20 de abril de 2013

Chocolate - o meu sabonete de chocolate


 
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?

Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;

Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, in "Poemas"

Heterónimo de Fernando Pessoa


 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Transparências


Não digas nada
 
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir
E de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
 
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada.......
Mas ali fui feliz
Não digas nada
 
Fernando Pessoa, Cancioneiro

terça-feira, 5 de março de 2013


Coelhinhos da Páscoa

De olhos vermelhos,
 
De pêlo branquinho,
 
Aos saltos bem altos,
 
Eu sou um coelhinho,
 
Comi uma cenoura,
 
com casca, com tudo,
 
Ela era assim tão grande,
 
Que eu fiquei um barrigudo

Canção infantil: quando os meus filhotinhos eram pequenos, costumávamos cantar, entre muitas outras, esta canção

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ferramentas

Como poderiam haver "Porcas e Parafusos" sem as respectivas Ferramentas?
Aqui ficam, então, um martelo, uma chave-inglesa, uma chave de fendas e um alicate.



Caminhada dura que me desafia,
a julgar-me desprevenida...
na mala de minha viagem, levo tudo o que
puder, sou serventia da lida ...
Não me venço ao cansaço, um serrote indo
e vindo nas derivas do destino, o que não
desisto e ao impecilho laço, corto e separo
se for preciso....
Vezes outras, miro o necessário, prego surgido
do nada, uma martelada pronto e basta....
Alicate... se não endireito, dou umas cortadas,
quando já a me sentir estorvada...
E seguindo vou, entre apertadas de chaves,
fendas des(parafusadas)
com chave de boca, um veda rosca nas
vistorias e faço a tira teima, de preamar,
a vazante leiga...
São as minhas ferramentas quando inevitáveis
e se a parte elétrica dá em alta, enrolo-me
de isolante, o que me acalma...
O que importa, é não me deixar sob o efeito de
tensão, p'ra não me deixar morrer em fios
de altercação...

sábado, 2 de março de 2013

Sabonetes personalizados..........................a precisarem de ter uma técnica mais aperfeiçoada


Minha filha

Tanta ternura,
Guardada, acumulada,
na alegria, na dor,
24 horas e sempre,
para o Amor,
Uma filha é assim:
Certeza de amparo,
de socorro,
de favor,
silenciosamente
confiável,
filha é aquele ombro amigo,
aquela ajuda discreta,
aquela reserva de Amor

Ivone Boechat



Oh minha filha,
As tuas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser.
Sacode a poeira.
Toma um banho de rio.
Abre essas asas.
Grita alto, chora baixo.
Pula alto e cai de cara.
Desenha toda a beleza do Mundo.
Compra uma caixa de lápis de cor,
e sai aí, colorindo a vida

ÉS CAPAZ!!!!
 
Tati Bernandi
 



Meus brinquedos
 
De repente
ao lembrar dos
brinquedos queridos
que ficaram
esquecidos
dentro do armário
me bate uma saudade
me bate uma vontade
de voltar no tempo
de voltar ao passado
mas nada acontece
nada parece acontecer
e eu choro
choro como o bébé
que fui
e a criança que quero voltar a ser
não quero crescer!
 
Clarisse Pacheco
 
 

Recolha um cão de rua; dê-lhe de comer e ele não morderá;
Eis a diferença fundamental entre o cão e o Homem.

Mark Twain

Qualquer comparação é pura coincidência

Sei que não parecem... e que qualquer comparação é pura coincidência mas são:
 
Coelhinhos e Mochos


Porcas e Parafusos

Não sei bem, ainda, o que vou escrever neste post ..................        aguardemos e vejamos


 




 
 
 
1 - Ter um parafuso a menos
 
2 - Saltar-lhe um parafuso
 
3 - Agora é que a porca torce o rabo
 
4 - Cada porca tem o seu parafuso
 
5 - As porcas que sobraram de um trabalho nunca encaixam nos parafusos que também sobraram
 
 
 
 
 
 
 
 
 



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Arco-Irís




Sonho de Criança

Nas cores do arco-irís
Eu quero escorregar
Cair no centro da Terra
Sobre o magma surfar

Sem o perigo de me queimar
Colher estrelas-do-mar
Em cavalos marinhos cavalgar
Voar na companhia de mil passarinhos

Escalar montanhas e cruzar oceanos
Contruir em árvores muitos ninhos
Brincar de bambolé

Com os anéis de Saturno
Pelo Universo dar um rolé
Vagando sem rumo
Quero saltar sobre águas vivas gigantes
Brincar de pique-esconde
Atrás dos elefantes
Atravessar nebulosas
Colher nos jardins do céu
Lindas rosas
Rosas que exalam
O perfune da Esperança

Rosas de cor branca
Como a pureza de criança


                                  Úrsula A. Vairo Maia
 
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mistake...error

Here it is a mistake....an error


Porque a vida também se faz de erros
 
Porque há experiências que correm mal
 
Porque quando algo de mau nos acontece, devemos encarar de frente e emendar
 
Porque sou positiva
 
Porque sei que consigo
 
...
 
Vamos ver como vou remendar esta asneira, este erro......aguardem :)
 
 

The old man and the sea


The old man and the sea

Ernerst Hemingway

 
Um velho pescador esteve imensos meses sem conseguir pescar nada.
 
Era um excelente pescador mas encontrava-se em maré de azar.
 
Encontra um peixe, no seu 85º dia no alto mar.
 
Luta com um espadarte gigante, que lhe dá bastante luta.
 
O pescador sofre muito: sol cegante, feridas nas mãos.
 
Consegue, finalmente, matar o peixe.
 
Sofre imensos ataques, durante a sua viagem de regresso, de tubarões.
 
Quando chega à costa, vê que do peixe já nada resta senão a espinha.
 
Os outros pescadores, vendo o tamanho da espinha do peixe, respeitam o pescador e ajudam-no.
 
 
 
MORAL DA HISTÓRIA
 
Constante luta do Homem contra a Natureza
 
Experiência, Sorte, Perseverança
 
 
 
 
 

Pudim de .... rosas

 
PUDIM DE ROSAS


De noite pelas campinas
Anda o sol atrás da lua
Assim vai a minha sina
Meu amor atrás da tua

Que inveja tens tu das rosas
Se és linda como elas são
A rainha das flores
Tratadas por tuas mãos

Tratadas por tuas mãos
Pelas tuas mão mimosas
Se és linda como elas são
Que inveja tens tu das rosas

Se os beijos espigassem
Como espiga o alecrim
Havia muitas cachopas
Cujo rosto era um jardim

Que inveja tens tu das rosas
Se és linda como elas são
A rainha das flores
Tratadas por tuas mãos

Tratadas por tuas mãos
Pelas tuas mãos mimosas
Se és linda como elas são
Que inveja tens tu das rosas

Tens uma rosa na boca
E em cada face um botão
As folhas ornam-te o peito
E a raiz o coração

Canção tradicional do Alentejo
Que inveja tens tu das rosas

Receita de Amor


Para fazeres uma "Receita de Amor" precisas de:

 
1 - Amigos - quantidade: muitos
 
2 - Conhecer alguém especial - quantidade: 1
 
3 - Amizade - quantidade: mais de 1000
 
4 - Encontros - quantidade: vários
 
5 - Conversar - quantidade: o mais possível
 
6 - Compreensão - quantidade: a necessária
 
7 - Afecto - quantidade: muita quantidade
 
8 - Ternura - quantidade: mais que muita, bem recheada
 
 
Modo de fazer:
 
a) Aceitar conhecer alguém especial, através dos bons amigos
 
b) Conhecer essa pessoa, através de uma boa amizade, de muitos encontros
 
c) Conversar bastante, trocar ideias e ideais
 
d) Compreender os defeitos e as virtudes
 
e) Salpicar de afecto e ternura
 
f) Mexer tudo muito bem
 
g) De quando em quando, rectificar todos os temperos
 
 
Bom apetite :) tem todas as possibilidades de se tornar 1 receita super-gratificante e para toda a vida
 
 




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Chá de bébé

No Brasil e nos Estados Unidos é costume, a mãe e as amigas da mãe, fazerem o "Chá de Bébé".

O Chá de Bébé é uma festa onde os pais recebem, entre o 6º e o 8º mês, dos amigos e familiares, prendinhas para o novo bébé que está para chegar.

Há quem opte por realizar a festa somente depois do nascimento.



Anis e Pau de Canela

Maçã ....... Canela

Poema de Ana Coelho

A maçã mordida
na tua boca
o pau de canela
no sedento doce
que o meu desejo
morde
na suavidade dos teus lábios
loucos…
na maçã aberta
coberta de canela
a calda açucarada
a escorrer do olhar
que sussurra em gemidos
ama-me…amo-te!

As mãos agitam
o sabor na entrega da calma
à alma do ventre
a vestir as chamas
…paixão!

A maçã nos meus lábios
a saborear o manjar épico
na nossa epopeia
dos sonhos amantes
galopantes de paixão….
Amor!


A presença do chá

Arrefece o tempo e impõe-se o Ritual do Chá.

O chá, bebida milenar, pode, também, para além de ser bebido, acompanhar um banho relaxante.

Experimente um destes sabonetes em que, embora variem os aromas, a temática interior é: CHÁ

Se no sabonete verde temos folhas de chá, com aroma de Madressilva e cor amarelo + azul, que resulta num verde; Já no sabonete arosado, temos um aroma de Rosas, com folhas maceradas de chá e sementes de Sésamo.

Um banho relaxante, num fim de dia de trabalho



A Hora do Chá

 
 
       Existem muitas lendas e mitos no que respeita à origem do chá.
A mais conhecida conta que a sua origem remonta desde há 5000 anos, na China, aquando do reinado do Imperador Sheng Nong, um governante justo e competente, amante das artes e da ciência e conhecido como o Curandeiro Divino. O Imperador, preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, decretou um edital que exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem.
 
Certo dia, quando o governador chinês passeava pelos seus jardins, pediu aos seus servidores que lhe fervessem água, enquanto descansava debaixo da sombra de uma árvore. Enquanto esperava que a água arrefecesse, algumas folhas vindas de uns arbustos caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu provar, surpreendendo-se com o sabor agradável. A partir deste momento ficou adepto do chá, induzindo o seu gosto ao seu povo.
 
Como cada lenda ou mito costuma ter sempre alguma parte de verdade, esta não é excepção. É sabido que a origem do chá remonta ao período imediatamente antes da ascensão da Dinastia T'ang ao poder, entre os anos 618 e 906.
Esta Dinastia assistiu à difusão de uma bebida feita pelos monges budistas. Esta bebida, vinda dos Himalaias, era proveniente do arbusto do chá, de nome científico Camellia Sinensis, que crescia em estado selvagem nesta cordilheira asiática.
 
Segundo os relatos do monge budista japonês Ennin, durante uma viagem ao Império do Meio, por volta do século IX, o chá já fazia parte dos hábitos dos chineses. Na mesma época, um monge budista chinês, de nome Lu Yu, escreveu o primeiro grande livro sobre chá, chamado Ch'a Ching, onde são descritos os métodos de cultivo e preparação usados no Império.
 
Foi então que o chá começou a avançar para o Ocidente, através da Ásia Central e da Rússia. No entanto, só quando os portugueses chegaram ao Oriente, nos finais do século XV, é que se começou a conhecer verdadeiramente o chá.
Nesta época, as naus portuguesas traziam carregamentos de chá até ao porto de Lisboa, ponto de onde, a maioria da carga, era depois reexportada para a Holanda e a França. Portugal rapidamente perdeu o monopólio deste comércio, apesar de ter sido um sacerdote jesuíta português o primeiro europeu a escrever sobre o chá. No século XVII, a frota dos holandeses estava muito poderosa, dando-lhes vantagem.
 
 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

E agora, mais complexos

 
Poema à mãe  ----------- de Eugénio de Andrade
 
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...


Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

 
Verdes são os campos --------------- de Luís Vaz de Camões
 
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Fada Oriana --------- de Sophia de Mello Breyner
 
 
Era uma vez uma fada chamada Oriana.
Era bonita e boa.Ela guardava uma floresta que lhe tinha sido entregue pela rainha das fadas.Ela cuidava dos animais, das plantas, dos homens. Mas ela tinha um carinho especial pela velha que vivia sozinha. Ajidava-a a limpar a casa, a fazer o café, a pôr o açúcar e também a ajudava a trnsportar os paus que ela ia vender á cidade.
Ora, um dia Oriana abeirou-se do rio. Apareceu então um peixe que se mostrava muito aflito, fora de água e lhe pediu ajuda.
Oriana quando viu a sua imagem refletida na água reparou na sua beleza. O peixe dia após dia, cultivou na Oriana a vaidade e ela a pouco e pouco foi abandonando a floresta. De vez em quando ia visitar a velha mas chegou um dia que também a esqueceu por completo.
Quando apareceu a rainha das fadas e viu o abandono da floresta, ficou muito zangada e teve que castigar Oriana.
Tirou-lhe as asas e a varinha de condão.
Oriana ficou muito triste, chorou mas a rainha não a desculpou. Só lhe disse que lhe daria as asas e a varinha quando ela fizesse algo para as merecer.
Passados dias avistou ao longe a velha muito cansada e quase cega que se aproximava de um abismo.
Oriana ficou muito aflita. Quando chegou à sua beira a velha estava a cair do abismo.
Oriana mesmo sem asas, saltou do abismo e agarrou a velha pelos pés.
Nessa altura apareceu a rainha das fadas e devolveu a Oriana as asas e a varinha de condão
Então Oriana levantou a sua varinha de condão e tudo ficou encantado.
 
 



Branca de Neve e os Sete Anões ----- dos Irmãos Grimm

Nomes dos Sete Anões:
 
1 - Zangado
 
2 - Atchim
 
3 - Dunga
 
4 - Soneca
 
5 - Feliz
 
6 - Mestre
 
7 - Dengoso

Que cor é esta?

Cor Opaca ... o que dizer?

Digo, somente, que o aroma faz toda a diferença...é maravilhoso :)
 



Cor de Laranja

As palavras chave do cor de laranja são:

1 - Energia

2 - Alegria

3 - Felicidade

4 - Criatividade

5 - Estimula a mente

6 - Antidepressivo

 



Lilás

Lilás é uma cor similar ao violeta.

Forma-se juntanto vermelho e azul.

Culturalmente, o lilás está ligado à magia.

É uma cor mística e sentimental significando, também, espiritualidade e intuição.