Mostrar mensagens com a etiqueta Lenços dos Namorados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lenços dos Namorados. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

As sem-razões do Amor

Carlos Drummond de Andrade


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

 

                          Aspecto frontal


Aspecto do avesso (inexistência de nós)


                    Aspecto frontal


Um pormenor (canto inferior direito)


Pormenor da pomba (centro)                         



Pormenor do passarinho, no centro


           Canto superior esquerdo e centro


Aspecto do lado e canto superior esquerdo, bem como parte do interior


Aspecto dos cantos superiores esquerdo e direito e parte central


                                                     Por menor do canto inferior direito


Lenços dos Namorados a serem embrulhados em papel de seda


                           Assim, foram estes 2 Lenços dos Namorados, parte de uma encomenda.

Seguiram para o estrangeiro, para um país do outro lado do Mundo, mais propriamente, para o continente asiático.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Vestido Negro - negro negro









Destino - Almeida Garrett - Folhas caídas


Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprender?
Quem diz à planta - "Floresce!"
E ao mundo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
:
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou vermelha
O seu mel há-de pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! Não m'o disse ninguém.
:
Como a abelha corre ao prado
Como no céu gira a estrela
Como a todo o ente em seu fado
Por instinto se revela
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer

sábado, 17 de março de 2012

Coração gasto


Tenho o coração gasto, dói-me.
É um músculo velho.
Sentindo que me dói, cansado, vem-me a consciência
triste,desprendida, de que já vivi muito,
muito tempo.
Para nada embora.
Mal do corpo, mal do espírito...
Jamais a suficiência de uns.
Jamais a audácia de outros.
Jamais a tranquilidade.

Irene Lisboa, Obras de Irene, Vol.I

quinta-feira, 15 de março de 2012

Buando




Encontro

Não te busquei, não te pedi: vieste,
E desde que eu nasci houve mil coisas
que a meus olhos se deram com igual
simplicidade: o Sol, a manhã de hoje,
essa flor que é tão grácil que a não quero,
o milagre das fontes pelo Estio...
Vieste (o Sol veio também, a flor,
a manhã de hoje, as águas...). Alegria,
mas calada alegria, mas serena,
entendimento puro, natural
encontro, natural como a chegada
do Sol, da flor, das águas, da manhã
de ti, que eu não buscara nem pedira

E o amor? E o amor? E o amor?
- Vieste

Sebastião da Gama
Campo Aberto

terça-feira, 13 de março de 2012

As mãos

As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e desfaz
Com mãos se faz o poema e são de terra
Com mãos se faz a guerra e são a paz

Com mãos se rasga o mar com mãos se lavra
Não são de pedra estas casas mas de mãos
e estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas


E cravam-se no tempo como farpas
As mãos que vês nas coisas transformadas
Folhas que vão no vento, verdes harpas


De mãos é cada flor, cada cidade
Ninguém pode vencer estas espadas
Nas tuas mãos começa a liberdade


Manuel Alegre
O Nosso Amargo Cancioneiro
Livr.Paisagem Ed.


::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Estas são as minhas mãos...

As mãos que tomam a liberdade de bordar...

De bordar escolhendo cores e texturas...

Texturas que dão dimensão à criação...

À criação de bordar a paz, o amor, o poema...

Estas são as minhas mãos....
escrito por Patrícia Ribeiro

sexta-feira, 9 de março de 2012

Bordeaux e Cinza



“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...”

Alberto Caeiro
(heterónimo de Fernando Pessoa)

Dou ais...o que queres mais?



Há uma falha neste lençinho...

Alguém consegue detectá-la?

Eu consegui e vou já rectificar.

Mandem, através de "comentário", a vossa sugestão....fico a aguardar :)




quarta-feira, 7 de março de 2012

Dois corações


O Direito





O Avesso




Este lencinho ainda está em fase de execução.
Penso terminá-lo este fim de semana.

Como não está pronto, não tem direito a poema/história....ou será que tem?? Querem??

Então, aqui vai:

Quando me quer enganar


Quando me quer enganar
A minha bela perjura,
Pera mais me confirmar
O que quer certificar,
Pelos seus olhos mo jura.
Como meu contentamento
Todo se rege por eles,
Imagina o pensamento
Que se faz agravo a eles
Não crer tão grão juramento.

Porém, como em casos tais
Ando já visto e corrente,
Sem outros certos sinais,
Quanto me ela jura mais,
Tanto mais cuido que mente.
Então, vendo-lhe ofender
Uns tais olhos como aqueles,
Deixo-me antes tudo crer,
Só pela não constranger
A jurar falso por eles.

Luís Vaz de Camões (1524-1580)

Amor serei lial



Olhóóóóóóóóóó o lençiíiiiinho,


(leia-se com a entoação do pregão:
"É frutócholate, olhó gelado")

segunda-feira, 5 de março de 2012

Leveza





Leve é o pássaro e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea da sua garganta,
mais leve.
E o que se lembra, ouvindo-se deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisíveldo amargo passante,
mais leve.
Cecília Meireles, poetisa brasileira, 1901-1964

domingo, 4 de março de 2012

Curação - Coração





O meu curação e o teu sempre juntos onde andar





Bordavava-se como se escrevia.............Aqui reside uma das belezas dos Lenços dos Namorados, de Vila Verde (Norte de Portugal)