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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Blusa Branca ... Poesia Branca

Blusa branca bordada com os seguintes pontos:

a) Ponto Pé de Flor

b) Ponto Cheio

c) Ponto de Recorte

d) Ponto de Grilhão

e) Ponto de Cadeia


 
Poesia Branca
 
Poesia é uma composição poética feita em versos e pode ser dividida em Poema, Poesia Branca e Poesia Livre.
 
Poema é uma poesia com rima nos versos.
 
Poesia Branca é um poema sem rima, mas com métrica silábica (o número de sílabas do primeiro verso deve, obrigatoriamente, ser repetido nos demais versos do poema).
 
Há, ainda, a Poesia Livre que não chega a ser uma prosa poética por ter versos mais curtos. E não chega a ser um poema ou uma poesia branca por não prender-se à rima ou métrica silábica.
 
 
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Olhos Negros






















Olhos Negros
Por teus olhos negros, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto perdir-lhes amores.....
E eles a dizer que não.
E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são
Que os azuis dão muita esp'rança
Mas fiar-me eu neles, não.
Só negros, negros os quero,
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim.....
Nunca mais dizem que não.
Almeida Garrett, Flores sem Fruto




sexta-feira, 16 de março de 2012

Se eu te der um beijo





Cada beijo
"Como se cada beijo,
fora de despedida,
Minha Cloe, beijemo-nos, amando.
Talvez que já nos toque
No ombro, na mão, que chama
à barca que não vem senão vazia;
e que no mesmo feixe
Ata o que mútuos fomos
E a alheia soma universal da vida
Ricardo Reis
(heterónimo de Fernando Pessoa)

Bai carta



"Amar é doar-se"
Fernão Capelo Gaivota
Richard Bach

sexta-feira, 9 de março de 2012

Meu Manel vai pró Brasil






Como jurei,
Com verdade o amor que senti
Quantas noites em claro passei
A escrever para ti
Cartas banais
Que eram toda a razão do meu ser
Cartas grandes, extensas, iguais
Ao meu grande sofrer

Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentidas de alguém

Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem

Porém de ti
Nem sequer uma carta de amor
Uma carta vulgar recebi
Pra acalmar minha dor
Mas mesmo assim
Eu para ti não deixei de escrever
Pois bem sabes que tu para mim
És todo o meu viver
Cartas de amor
Quem as não tem


Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentidas de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem.

Cantada por Tony de Matos

Blusa florida

Uma blusa para a ...............




Um pormenor da ramo florido



Um pormenor da manga da blusa




REFLEXOS

Olho-te pelo reflexo
Do vidro
E o coração da noite

E o meu desejo de ti
São lágrimas por dentro,
Tão doídas e fundas
Que se não fosse:

o tempo de viver;
e a gente em social desencontrado;
e se tivesse a força;
e a janela ao meu lado
fosse alta e oportuna,

invadia de amor o teu reflexo
e em estilhaços de vidro
mergulhava em ti.

Ana Luísa Amaral
In Anos 90 e Agora
Quasi Edições